"Se eu pudesse desenvolveria asas, para ir de pouso em pouso salvando o mundo, na velocidade que a vida me permitisse, mas com a vontade que ainda me restou." (Simone Maggi)

17 de dezembro de 2009


Sou gaúcha mas moro em Santa Catarina. A faculdade me trouxe pra cá, e aqui desenvolvi o que sempre esteve comigo, a sensibilidade estética. Seus fenômenos, emoções, produções, relações e tudo mais que possa ser sensível à nossa percepção e contemplação fazem parte do meu dia-a-dia.
Sou apaixonada por pesquisa, e como fuçadora de plantão adoro ir a fundo no que me aparece à frente. Faço direção de arte, fotografia, maquiagem, consultoria, design e mais um monte de coisas que me deixam sem saber responder o que sou. Eu sei do que falo, não escrevo com ares de um crítico ou de um filósofo, mas com a serenidade de contribuir com o que sinto, busco e faço.

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Penso que existem duas formas de olhar. Uma é olhar para. E a outra é olhar para e
por. A primeira é puro exercício de estar no mundo, a segunda é um prazer de excelente qualidade. Olhar para mostra desinteresse, e tem relação com o verbo enxergar. Olhar para e por é dirigir, tirar um pouco do que se olha e guardar para depois, para se ter, e tem relação com o verbo ver. É quase fotografar, o que presume um certo grau de amor para com a coisa olhada.

Toda criação é um ato de amor e de coragem, um certo sentimento que se aproxima muito do fervor religioso, na tentativa de desvendar, compartilhar, ser cúmplice de.
Toda arte relacionada com seu tempo torna-se documento.

Olhar para e por é exercício de vida e compreensão.
É ir tentando existir devagarzinho.

4 comentários:

  1. Bem vinda à dimensão blogueana, Simone. Gostei de seu paralelo entre ver e olhar. Quem vê não necessita abrir os olhos...e quem apenas olha, não vê! Um beijo!

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  2. Romacof, gostei muito da observação, fiquei pensando que para quem vê, os olhos são apenas um detalhe.

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  3. Costumo dizer "Quem vê, modifica o que olha". Se alguém mais usa essa frase, me avise, crio outra.

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  4. Um desafio:
    Um poema,
    Em linha soltas,
    Revoltas,
    Contando
    Um história
    impossível
    de alinhavar
    em palavras!
    Imagens sem moldura!
    Só loucura!

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