"Se eu pudesse desenvolveria asas, para ir de pouso em pouso salvando o mundo, na velocidade que a vida me permitisse, mas com a vontade que ainda me restou." (Simone Maggi)

1 de fevereiro de 2010

Frágil como papel . moda/brasil

Não é novidade pra ninguém e nem é o caso de abrir questionamentos contraditórios que a palavra “política” no Brasil hoje é sinônima de atividade amoral e imoral.
A corrupção me parece um ato institucionalizado, independente de ideologias e partidos políticos, a regra é marcada pela proteção aos superiores, direito a impunidade e condescendência judicial.
Essa parcela da sociedade, os inatacáveis, ou esta associação como um conjunto de espécie animal irracional, comportam-se como habitantes de um território sem lei, onde cada um faz o que bem entende e o resto são seres insignificantes.
Penso que o Brasil ainda é um lugar em que o povo tem memória curta e não tem instruções necessárias para julgar em um ato dito democrático como eleger ou decidir nas urnas eleitorais os dirigentes deste país. E até agora, não parece fazer nenhuma menção em dispor deste conhecimento ou capacidade de decidir.
Sendo assim, acredito que como em tempos remotos, como quando artistas ainda criavam movimentos culturais, hoje, a moda por ser um fenômeno social que parece ter conexão coerente com a realidade, tem a responsabilidade de trazer este tema ou discussão à tona. Julgo ainda, que este feito de tornar público um movimento, uma crítica, ou até uma sátira da moda em relação a política atual, já deveria ter ocorrido aqui no Brasil. Digo isto porque por muito menos, em outros países, o mundo da moda já teve este comportamento. E a moda brasileira, que tanto quer declarar sua independência deve sim estar engajada não apenas na parte bonita de uma cultura rica e colorida, mas também nas causas que vão de fato, fazer com que o mundo lá fora veja o Brasil não como um país de “bunda carnaval e pizza”, mas como um povo autêntico capaz de mostrar nas passarelas, que cumpre seu papel social. Fazer com que seu país, assim como na moda, evolua periodicamente, e traga para os tempos vindouros uma sociedade não mais de prostituição legal e corporal, mas sim, que goze de saúde mental e racional.

Um comentário:

  1. Trazendo à tona: quatro pequenas fatias de pizza usadas como tapa-sexo e tapa-seios. Tecidos estampados na casa-da-moeda em cortes de roupas parlamentares. Camisetas com a foto de polítcos do quilate de um Sarney agarrado a grades com dizeres "I love this man". Bolsas no estilo "Anule". Gravatas da marca "Não vote". Meias "Propina"...

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